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Honestidade que não se compra

Ao questionarmos alguém sobre as mais importantes qualidades de um ser humano, certamente, a honestidade estará entre as principais para a maioria das pessoas que responderem essa pergunta. De fato, essa virtude é cada vez mais rara nos tempos atuais. No entanto, não é difícil encontrarmos casos próximos a nós de pessoas que ainda acreditam – apesar de estarmos cercados de impunidade e injustiças que são noticiadas todos os dias – em pessoas boas e honestas.
Políticos corruptos e empresários desonestos vivem livres, sem medo de nada e de ninguém, enquanto que, em alguns casos, cidadãos de bem, muitas vezes são punidos por alguma ação que não fizeram. Mas em um país que “pau que bate em Chico, não bate em Francisco”, virou costume nem nos impressionarmos com casos como esses.
Mas uma história chamou a atenção: em um final de semana movimentado, de Dia dos Pais, quando os restaurantes normalmente lotam de pais e filhos para comemorar a data, quem é que não descuidaria de objetos pessoais? Foi o caso de um cliente de um restaurante em Mogi Mirim, localizado na Rodovia SP-340, que perdeu sua carteira ao almoçar por lá.
Ao perceber, o dono do objeto fez um apelo nas redes sociais para encontrar seu pertence, que continha, além de documentos e cartões, quase 2 mil reais. Em um gesto de honestidade, a funcionária do restaurante que a encontrou, procurou pelo proprietário e lhe devolveu a carteira, da mesma forma que ele havia deixado.
Infelizmente, na sociedade em que vivemos, de pessoas covardes e preguiçosas, ser honesto tem quase nenhum valor. O país do jeitinho brasileiro, do se dar bem a qualquer custo, muitas vezes também sabe ser o país de virtudes e dos valores humanos.
Por isso, acredito ser importante – apesar de reconhecer que honestidade é um dever de qualquer pessoa – parabenizar essa funcionária. É fundamental irmos à contramão de tudo aquilo que assistimos nos noticiários e lemos diariamente nos jornais e mostrar bons casos, propagar boas notícias.
Apesar de não saber o desenrolar sobre esse caso específico, muitos defendem uma “gorjeta” ou “ajuda” a quem faz a boa ação. Acredito que gestos nobres como esses, não possam e nem devam ser remunerados, pelo simples fato que honestidade e valores não se compram. Mas, como se fala por aí, cada um é cada um.
Esses casos nos levam a questões mais profundas como, por exemplo, os rumos que o Brasil está tomando, com a falta de investimentos em educação, em esporte e em tantas outras atividades sociais que estimulam o afloramento de valores em crianças e jovens. Valores esses que são importantes para a convivência em família, no trabalho e na sociedade como um todo.
Nossa sociedade será mais justa, honesta e cheia de valores quando pararmos em investir mais em educação do que em presídios. Pense nisso e faça a sua parte para melhorar o país que você deixará para seus filhos e netos.

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