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Evite as guerras desnecessárias.

Em conversa com um amigo esta semana, ele me contou esta história. Certo dia estava à beira da piscina e meu pai perguntou como estava a água, respondi: “Gelada”. Bem nesse instante, ele me jogou, sorrindo, na água e perguntou novamente: “Como está a água?”. Minha resposta foi: “Está ótima”. Isso ficou marcado em minha vida, cada vez que desejo saber alguma coisa eu mergulho fundo e vou até o fim para conhecer.

Uso essa lembrança para comentar que em nossas empresas algumas vezes podemos ver que os assuntos ficam na superfície, quando deveríamos ir mais fundo, olhar para dentro de nós, buscar parceiros e inovações trazer para perto ideias boas. Evitemos encontrar um culpado ou entrar em uma guerra de vaidades que com certeza provocará um atraso e um desperdício de energia, e aqueles que estão a nossa volta é que serão prejudicados.

Vamos lembrar da “Guerra das Eletricidades” (segundo Walter Longo) que aconteceu entre os séculos 19 e início século 20, essa guerra não envolveu exércitos e sim cientistas, Thomas Edison, George Westinghouse e Nikola Telas. Todos usaram a comunicação de massa para manipular a opinião pública. Thomas Edison nunca foi um bom aluno, mas sempre foi uma mente criativa. Aos 31 anos desenvolveu a primeira lâmpada elétrica com viabilidade comercial, não conseguiu parceiros para o projeto todo, mas insistiu sozinho no projeto. Seu sistema de energia era o da Corrente Contínua, uma tecnologia que não funciona bem a longas distâncias. Mas mesmo assim empresas nova-iorquinas o contrataram, tornando a Edison Electric Light Company uma potência.

Edison sempre na busca por inovação contratou Nikola Tesla vindo da Alemanha, uma relação que começou com flores e terminou em raios. Edison pediu que desenvolvesse um Dínamo mais eficiente e que o mesmo receberia um bônus de US$ 50 mil dólares, Telas desenvolveu e não levou o bônus, por isso brigou e pediu demissão. Telas foi então contratado por George Westinghouse, que tinha muita semelhança com Edison, saiu de aluno medíocre para inventor autodidata surpreendente. Com a ajuda de Tesla aperfeiçoou o equipamento de Corrente Alternada e Transformadores, o que possibilitou levar a energia a longas distâncias com baixo custo e alta eficiência da forma que temos hoje.

Nesse momento, tem início a guerra, Edison não conseguiu admitir que a Corrente Alternada era melhor do que a contínua para as grandes demandas, dizem que sua teimosia era um misto de orgulho e vergonha. Edson começou uma campanha difamatória, chegou a fazer demonstrações públicas sobre o perigo da Corrente Alternada, eletrocutando cães e gatos publicamente, além da Elefanta Topsy, usando equipamentos da Westinghouse. O outro lado fez diversas demonstrações públicas mostrando segurança, mas nessa altura já estava claro que Edison faria qualquer coisa para acabar com o concorrente.

Edison não parou, inventou a cadeira elétrica para execução de humanos e colocou motores da Westinghouse acionados pela Corrente Alternada, a primeira execução foi um desastre, pois a corrente de 1.000 volts não foi suficiente, o condenado só morreu quando chegou a 2.000 volts. O fato foi descrito como crueldade nos jornais. Era mais uma vítima da Guerra, a primeira humana. A Guerra só teve fim em 1989, quando a Corrente Alternada foi adotada como padrão nos Estados Unidos, logo após a inauguração da Usina de Niagara Falls pela Westinghouse. Edison morreu em 1931, mas antes admitiu que havia errado ao não aceitar a Corrente Alternada, ele levou 25 anos para aceitar o que já sabia.

Pense nisso. Boa Semana!

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