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Mudanças que não percebemos

Todos sabem que gosto muito de fotografia. Esse gosto como forma de transformar amor em rentabilidade, associado sempre a outros itens e atividades, que se complementam, formando uma comunicação muito integrada. Houve uma época em que fotografar era negócio para quem possuía câmeras muito caras e complexas, as lentes então, nem se fale! Quem tinha e podia variar em um trabalho eram poucos!

Meu sobrinho, Emerson, me faz lembrar os diferentes tipos de filmes que existiam e eram obrigados a carregar para cada situação adversa do trabalho. Saber usar a abertura do obturador, o tempo de exposição, a profundidade de campo… Nossa, quantas variáveis para decidir. Sebastião Salgado comentou em uma de suas reportagens que suas expedições eram ótimas, mas passar pelos aeroportos com os filmes era sempre um transtorno, pois os aparelhos de raios-x sempre danificavam alguma coisa.

A Kodak, a maior empresa na época, vendia muito, mais muito mesmo! Inclusive, sua maior receita vinha dos filmes e dos produtos químicos para revelação. Ficou focada nisso ao extremo e nem percebeu a revolução digital que estava acontecendo, dentro de sua própria empresa.

Sim, foi a Kodak a inventora do sistema digital de fotografia, esse que todos nós utilizamos hoje em nossos celulares. Seus executivos, preocupados em apenas atingir metas, não olharam para o que estava acontecendo ao seu redor. E as mudanças foram muito rápidas. Em 1998, na Copa do Mundo foram utilizados filmes fotográficos, já em 2002, era a vez das câmeras digitais. Com isso, os equipamentos operados por filmes sumiram: eram obsoletos, juntamente com as vendas da Kodak.

O principal erro foi a empresa deixar de ser uma empresa de fotografia para ser fabricante de produtos químicos e essa divisão era tão rentável que os demais departamentos foram deixados em segundo plano. Um erro que custou a perda de milhões no período de 1998 a 2011, quando pediu falência. Foram nada menos que 13 anos para sair da glória, rumo ao desastre completo.

Esse problema foi gerado pela falta de olhar de fora de seu negócio, ou seja, observar mais longe do que os relatórios de vendas ou os resultados financeiros e se preocupar com os desejos dos clientes.

E isso é mais comum do que pensamos. Um outro exemplo de como isso ocorre com frequência é a venda de imóveis. Até então, os jornais tinham a maior probabilidade de terem sites de vendas para esse segmento, mas nem os maiores perceberam essa oportunidade. Por isso, o Zap Imóveis, está aí para não nos deixar mentir.

Já parou para pensar nisso? Tem alguma empresa ao seu lado que passou por situações semelhantes?

Boa semana!

 

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